sábado, 2 de abril de 2011

Namoro Cristão...

Na Bíblia não encontramos absolutamente nada sobre namoro, até porque, os costumes das nações antigas tratavam a relação entre homens e mulheres de forma completamente diferente dos nossos dias. Para inicio de conversa, eram os pais que definiam com quem seus filhos iriam contrair matrimônio. Junta-se a isso o fato de que tal decisão era inquestionável e irrevogável, cabendo aos filhos obedecer a determinação patriarcal.

Hoje os costumes são diferentes. Ao contrário do passado os pais já não possuem influência na decisão com quem seus filhos deverão casar. Na verdade, desde muito cedo os adolescentes são instigados pela sociedade a se relacionarem em namoro, desfrutando assim de uma relação independente e “livre” da influência familiar.

Em virtude da banalização das relações afetivas entre moças e rapazes, não são poucos os casos de adolescentes e jovens que se arrebentaram emocionalmente em uma relação errada. Ora, como já escrevi anteriormente não sou contra as relações de namoro que um jovem possa desenvolver com uma moça. Antes pelo contrário, acredito que relações afetivas entre um rapaz e sua namorada contribuem significativamente para o desenvolvimento de uma auto-estima saudável. Sou contra sim a banalização das relações, sou contra as “ficações” que contribuem para o adoecimento da alma de nossos adolescentes, sou contra o beijar por beijar!

Salomão em sua grande sabedoria afirmou: “Existe um tempo determinado para todas as coisas na vida”. Sim, isso mesmo, na vida existe momentos pra tudo! Há tempo de plantar e tempo de colher, há tempo para abraçar e deixar de abraçar, em outras palavras isso significa dizer que existe um tempo determinado por Deus para desfrutarmos de carinhos, afagos, abraços e beijos de alguém. Em contrapartida, isso significa dizer também que existem momentos na vida, que somos chamados a um momento de reclusão onde outros valores necessários a uma existência plenificada nos são trabalhados.

Caro leitor, creio que o período de namoro deve ser essencial a maturação dos que se gostam. Acredito também que deve ser um tempo de convivência diária, de conhecimento mútuo, além de iniciar um relacionamento mais próximo da família daquele que se relaciona.

Pois é, como afirmei, a Bíblia não menciona absolutamente nada sobre namoro. Na realidade ela nem faz referência a isso. Entretanto, os princípios cristãos que devemos observar quando a santidade e relacionamento pessoal devem ser obedecidos integralmente. Pense nisso! (Transcrito)


Com carinho fraterno,

♥ Helena ♥

terça-feira, 29 de março de 2011

Atitudes que Fortalecem o Casamento

Você passa por problemas conjugais? Já passou? Conhece algum casal amigo próximo de você que passa por isto? Que já se separaram? Que vivem infelizes? É comum vermos e ouvirmos falar sobre casais infelizes e que estejam se separando. Todos os dias recebo emails e telefonemas de pessoas com algum tipo de conflito conjugal e que, por não encontrarem saída ou por não suportarem mais a situação, desejam a separação. Repetidas vezes, ouço que “o amor acabou”.

Mas, será que existem maneiras de os casais fortalecerem seus relacionamentos conjugais? Gostaria de compartilhar com vocês algumas atitudes que os casais podem desenvolver a fim de colocarem em ação a disposição em trabalhar pelo casamento, que muitas vezes permanece apenas no desejo e não na prática.

1. Aprofundem o conhecimento mútuo: quanto mais o casal conhece e entende um ao outro, mais fácil é manter-se unido. Saber desejos, preocupações, formas de pensar, problemas no trabalho, etc. Para isto, a comunicação é preciso. Vocês podem criar o hábito de, ao final do dia, conversarem sobre “os altos e baixos” do dia de cada um. Assim, estarão atualizando o conhecimento de vocês sobre vocês mesmos.

2. Cultivem a afeição e a admiração: é preciso alimentar pensamentos e sentimentos positivos de admiração, de carinho, lembrar de bons momentos, elogiar mais do que criticar. No dia a dia do casamento, na correria da vida, a nossa tendência é passarmos a viver no “automático”, e esquecemos de que a expressão de afeto e admiração é necessária para que a outra pessoa se lembre dos seus sentimentos por ela, assim como você também necessita disto (seja através de palavras, de atos, de contato físico, de presentes, de tempo com a pessoa).

3. Estejam voltados um para o outro: dar atenção ao outro em vez de dizer que está sem tempo, mesmo que esteja distante (ligando, escrevendo um bilhete, ouvindo. Isto é diferente de conversar durante o almoço assistindo à televisão, por exemplo). Lembrem-se das pequenas atenções.

4. Criem significados na vida em comum: criar rituais familiares, ou seja, atividades feitas pelo casal ou pela família a fim de se manterem mais unidos. São comportamentos ou atividades que vocês passam a ter o costume de fazer e que unem o casal e a família. Por exemplo, que vocês tenham um jantar especial juntos tal dia da semana, que vocês tenham um dia para fazerem algo juntos na cozinha, que ao chegarem do trabalho ao final do dia cada um fale sobre seu “alto e baixo” do dia (o que houve de pior e de melhor no dia)… Rituais são comportamentos ou atividades que vocês gostem de fazer e que, por isso, se transforme em um hábito para vocês, de forma que vocês sempre terão o prazer de esperar por aquilo todas as semanas ou todos os dias. Pensem nisto e desenvolvam isto.

5. Ouçam e falem: é importante que vocês evoluam na comunicação, falando também de sentimentos, e não só de fatos do dia. Isto não significa que conversar sobre coisas mais “leves” e sobre fatos do dia não deva acontecer. Mas, procurem mesclar isto. Procurem falar sobre vocês, em vez de falar um sobre o outro. Ouvir o que o outro tem a dizer sem ficar sempre na defensiva.

6. Diminuam críticas, desprezo e incomunicabilidade. As críticas em tom de brincadeira também machucam. O desprezo e o silêncio não resolvem problemas. Por isso, lembrem-se que vocês são um “time” e não adversários. Vocês devem “jogar” a favor de vocês como casal, e não um contra o outro.

7. Entendam o que é amor: o amor é um conjunto de atitudes que envolvem vários sentimentos. Os sentimentos podem ser abalados, mas isto não significa que o amor acabou e que, portanto, precisam se separar.

8. Tenham amizade no casamento: sejam companheiros um do outro em situações de lazer também. Muitos casais se unem para o pagamento de contas, para a educação dos filhos, para as decisões sobre o que comprar, mas se esquecem de terem tempo juntos de lazer, de diversão, de momentos agradáveis, de momentos sem pressão. E, assim, o casamento se torna um relacionamento de “administração de tarefas e contas”, e deixa de ser agradável, leve, feliz.

Pensem nisto e procurem praticar o que entendem ser bom e saudável para o relacionamento. A grande maioria dos casais tem contato com diversos materiais de leitura, de vídeo, de áudio sobre casamento e aplaudem muitos deles. Mas, nem sempre praticam aquilo que elogiaram ou concordaram. Preguiça? Desmotivação? Desesperança? Escolha praticar e mudar. A decisão é sua! (Transcrito)

Deus te abençoe!

Com carinho,

♥ Helena ♥


O Perigo do Adultério

Há alguns anos, o álbum de família era composto por pai, mãe, filhos. Hoje, o quadro mudou: o que parece pai é o padrasto. O filho não está na foto, pois foi morar com o pai. A menina? Viu como está vestida de preto e coberta de piercings? O rapaz ao lado é o namorado dela. Está morando com a “família”. É… Eles não se casaram. A mãe diz que eles estão “se conhecendo”. Nessa foto, todos estão sorrindo. Mas no dia a dia, é um “pé de guerra”. Como essa família ficou desse jeito? A tragédia começou por causa de um adultério.

Infelizmente, esse é o retrato de muitas famílias hoje. O que deveria ser um jardim para o crescimento de nossos filhos, se transformou numa selva hostil e densa. Por quê? O casal esqueceu de oferecer ao seu cônjuge o presente principal do casamento: fidelidade. Além disso, as famílias têm aberto brechas para Satanás entrar e fazer o que bem quiser.

Em latim, “adultério” quer dizer “alteração, adulteração, colocar uma coisa em lugar de outra, crime de falsidade, uso de chaves falsas, contrato falso”. É isso o que acontece quando violamos o dom da sexualidade e do compromisso conjugal dados por Deus. A pureza sexual pode ser comparada a um vaso de cristal valiosíssimo, que, ao ser quebrado, dificilmente poderá ser recuperado. Você pode até colar as peças, colocar flores, mas nunca mais será o mesmo.

O sétimo mandamento, então, protege a nossa família e nos leva a usar a “chave certa”. É o antídoto contra a frustração. Sobre o casamento, a Bíblia diz: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio”. Hebreus 13:4.

Digno de honra

Li uma história comovente de alguém que honrou os votos do casamento.

Em abril de 1912, após o Titanic bater em um iceberg, cerca de duas mil e trezentas pessoas encararam a morte face a face. Não havia botes salva-vidas suficientes para todos. Apenas mil e cem pessoas poderiam abrigar-se em meio às águas congelantes do Oceano Atlântico. Um oficial dizia com insistência: “Apenas senhoras e crianças entrem no bote. Depressa! Não temos um segundo sequer a perder”. Num impulso, o oficial agarrou o braço de uma pequena anciã, Isidora Strauss, e empurrou-a em direção ao bote. Ela olhou para o oficial e apontou para o marido. “Os homens tem de ficar atrás. Somente mulheres e crianças!” disse o oficial antes de Isidora pronunciar qualquer palavra. Sem nenhuma hesitação, a senhora deu um passo para o lado, saiu do bote e foi para o lado do esposo. Ela não deixaria sozinho aquele com quem esteve casada tanto tempo. Tomou-lhe a mão e vinte minutos depois, abraçados, desapareceram nas águas geladas daquele oceano.

O casamento foi instituído por Deus no Éden, antes da entrada do pecado. A Bíblia diz: “Então, o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe”. Gênesis 2:21 e 22.Imagine a alegria de Adão ao ver Eva, que era “osso dos seus ossos e carne de sua carne”! Foi nesse encontro maravilhoso que Deus instituiu o casamento como união sagrada e perpétua.

Se você não é casado ainda, pelo menos já foi a um casamento, não é? Que dia inesquecível! Apesar da agitação dos parentes e ansiedade dos noivos, é um dia memorável. O cheiro das flores, as luzes da igreja, a orquestra que aplaude, os convidados que abraçam… Tudo isso serve para levar duas pessoas, um homem e uma mulher, a uma aliança. Isso mesmo, aliança! Você não pode se esquecer delas, viu? São para vida toda!

A Bíblia diz que o esposo faz uma aliança interna (no hebraico = berit, que significa “ligar um ao outro; amarrar”) com a sua esposa (Malaquias 2:14 e 15) e esta é ratificada pela união sexual, onde os dois tornam-se uma só carne (Gênesis 2:24). Você sabia que todas as alianças mencionadas na Bíblia são efetivadas pelo derramamento de sangue? Desde a morte do primeiro cordeiro na porta do Éden até a nova aliança de Cristo na cruz, está presente o sangue. E no casamento não é diferente. A aliança é feita na primeira relação sexual do casal, onde ocorre o rompimento do hímen na mulher, e por conseqüência, há o derramamento de sangue.

A Bíblia diz: “Ou não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne”. I Coríntios 6:16. No sétimo mandamento, Deus nos evita de formarmos “uma só carne” num relacionamento extraconjugal, o que nos levaria a “alianças fantasmas”. Um autor disse que o sexo é a “cola da alma” e ao fazê-lo com pessoas diferentes, você estará “tecendo uma teia que o enreda e que, de um jeito ou de outro, voltará para assombrá-lo”. (Loron Wade, Os Dez Mandamentos, pág. 65.)

Ao dizer “Não adulterarás”, Deus está protegendo você do engano e da frustração alheia. Como disse Carlos Drummond de Andrade: “No adultério há pelo menos três pessoas que se enganam”.

O Mito

Você já ouviu falar do “mito da grama mais verde”? É aquele indivíduo que pensa que a grama do vizinho está sempre mais verde e bela que a sua. Eu quero inventar outro mito: o do poço mais limpo. É a pessoa que acha que o poço do vizinho possui água mais pura. Esses mitos podem ser comparados ao que acontece nos casamentos, pois muitas pessoas pensam que o(a) outro(a) é mais atraente fisicamente ou intelectualmente que seu próprio cônjuge. Mas a Bíblia aconselha:“Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade… Pois cova profunda é a prostituta, poço estreito, a alheia”. Provérbios 5:15 e 18; 23:27.

O problema é que vivemos numa sociedade onde as pessoas não se satisfazem mais com nada. Acham que a felicidade reside num relacionamento fantasioso. Tais pessoas defendem a prática do sexo seguro. Porém, essa “segurança” tem acarretado uma série de doenças e distúrbios psicológicos:

- A cada ano, três milhões de adolescentes contraem uma doença sexualmente transmitida nos EUA;

- A AIDS lidera a causa de morte entre pessoas de 25 a 44 anos de idade nos EUA;

- Segundo o relatório da Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre a AIDS), feito em 2009, crianças e adolescentes com menos de 15 anos somam 2,1 milhões de infectados pelo HIV no mundo;

- Casais que mantêm relações sexuais antes do casamento têm o dobro de possibilidades de separação em comparação aos casais que se mantêm puros até o casamento;

- Pessoas que vivem juntas sem o compromisso do casamento possuem cinco vezes mais chances de cometerem agressão física no relacionamento. (Os dez mandamentos, pág. 66)

E o que falar dos cônjuges que não se relacionam bem – a questão da “incompatibilidade de gênios”? Será que o divórcio é a solução? Será que encontrarão felicidade em outro relacionamento?

Certa vez, uma jovem senhora dirigiu-se a Ellen White afirmando que não amava mais seu marido, que sua disposição em relação a ele estava mudando e que ela estava pensando seriamente em divórcio. A resposta da irmã White foi: “Meu conselho nesses casos é mudar a disposição, e não o marido”.

A separação nunca é a solução nesses casos. Como disse Jesus, o divórcio só é concedido em caso de adultério: “Eu porém vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério”. Mateus 19:9.


A luta

Assim como fez com o sexto mandamento, Jesus ampliou a essência do sétimo no Sermão do Monte. Mateus 5:28 diz: “Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela”. O adultério acontece primeiro na mente, para depois ocorrer na ação. Isso nos adverte a cuidarmos das “avenidas da alma”, principalmente os nossos olhos, pois eles são “a lâmpada do corpo”. Mateus 6:22. (Veja Prov. 27:20)
Lutero escreveu sobre os pecados sexuais: “É um vício muito perigoso e irrequieto este que se agita em todos os membros: no coração com pensamentos, nos olhos com o que se vê, nos ouvidos com o que se ouve, na boca com palavras, na mão, nos pés e em todo o corpo com atos. Dominar tudo isso exige trabalho e esforço.” (Martinho Lutero, Ética Cristã, pág. 133.)

Agostinho acrescenta: “Entre todas as lutas dos cristãos, a luta pela pureza é a mais dura”. Isso é verdade. Como os jovens são assediados por imagens e músicas de conotação sensual hoje em dia! A sexualidade virou motivo de piada, algo banal, como se fosse uma “coisa” que os seres humanos pudessem manipular. E isso está acessível a todos e a qualquer momento:

- Segundo o site Portal Social (www.portalsocial.org.br), as palavras “sexo” e “pornografia” estão entre as cinco palavras mais procuradas pelas crianças e adolescentes (8 a 18 anos) na internet nos EUA;

- Programas e propagandas na televisão com conteúdo sexual explícito;

- Foram registrados milhares de sites de vídeos de sexo. Estes, após o Youtube, estão entre os sites de vídeos mais visitados no Brasil e no mundo;

- Das quase 30 mil denúncias recebidas pela Safernet, uma organização não-governamental que recebe e investiga denúncias de crimes cometidos pela internet, 46,3% relatam casos de pornografia infantil. (www.safernet.org.br/site/noticias)

Não podemos nos enganar: vivemos numa era de explosão sexual e nossas crianças têm sido infectadas por esse mal. É necessário vigilância, pois basta apenas um clic, e elas estarão visitando o mundo podre da pornografia virtual e suas variantes. O sétimo mandamento, portanto, nos adverte quanto a todas as aberrações sexuais possíveis, como pornografia, homossexualismo, incesto, pedofilia e nos mantêm livres desses parasitas mortais.

O apóstolo Paulo nos dá um importante conselho:“E não vos conformeis com esse século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente”. Romanos 12:2. “Transformai-vos” em grego é “metamorfoo”, de onde vem a palavra metamorfose (fases da borboleta, desde a larva até a bela borboleta). Deus quer que passemos por experiência semelhante: renovação da mente.
Quer outro conselho? Fuja da impureza (I Coríntios 6:18).

Isso me lembra o exemplo de José do Egito, ao ser tentado pela esposa de Potifar. José decidiu não cometer tamanho pecado contra Deus (Gên. 39:9) e fugiu da presença daquela mulher adúltera. Que exemplo para nós em pleno século XXI!

Fuja do pecado. Fuja dos sites indecentes. Fuja das más conversações. Fuja dos programas de TV com conotação sexual. Deus quer que você tenha um corpo e uma mente pura. Sabe o que você vai ganhar com isso? Felicidade, nessa Terra e na eternidade. Honre o mandamento da pureza e você receberá a honra de Deus.

(Transcrito)


segunda-feira, 28 de março de 2011

Cheiro de Feijão, Estrelas e Sonhos...

Aquele cheiro de feijão cozinhando foi demais para Eduardo. Depois de muito tempo nas ruas, comendo os restos do que conseguia, ele se deixou levar pelo aroma daquele feijão e, quando viu, estava batendo palmas naquela casa de onde provinha o aroma tão marcante. Uma senhora de cabelos brancos e com um avental na cintura, também branco, atendeu e não se assustou com a roupa dele, já muito gasta, nem pelos seus cabelos enormes, que há muito não via um corte.

- “Que foi meu jovem, em que posso ajudá-lo?”.

Eduardo ficou mudo diante daquele rosto tão bondoso. Sua voz não saía, e ele gaguejou:

- “Bom…bom…bom dia. Sabe, é que eu senti o cheiro do feijão cozinhando e lembrei me da minha mãe, lembrei-me da fome e resolvi pedir um pouco, se a senhora puder. Pode ser num copo plástico mesmo, só para eu poder matar a vontade de comer esse feijão tão cheiroso.

Dona Benedita ficou surpresa com o desejo daquele menino. Sim, apesar das roupas velhas e sujas, do rosto marcado pela sujeira, aquele rapazote não deveria ter mais do que 15 ou 16 anos. Até hoje ela não sabe o por quê daquele gesto tão incomum nos tempos atuais, onde a violência está em cada esquina. O fato é que ela se comoveu com aquele menino e pediu para que entrasse.

Eduardo não sabia o que fazer. Nunca alguém o convidara para entrar em uma casa. O máximo que faziam era dar uma comida misturada em latas de goiabada ou em embalagem plástica de sorvete, que normalmente as pessoas nem queriam de volta, como se ele tivesse alguma doença contagiosa.

Timidamente ele entrou naquele quintal enorme e, seguindo aquela senhora tão amável, entrou em uma cozinha muito bonita, simples, com azulejos azuis claros nas paredes, piso vermelho brilhando, uma mesa e 4 cadeiras brancas. Na mesa, uma toalha muito branca e já sobre ela, arroz em uma travessa, água fresca, pratos e copos.”Ah, meu Deus, o paraíso deve ser assim!”, pensou Eduardo.

Sem saber o que fazer, ficou ali, na porta, em pé, observando aquele ambiente que lhe deu uma paz indescritível. Ele já estava andando pelas ruas há mais de 4 anos, desde que sua mãe morreu, lá naquele Estado distante, Sem nenhum parente, Eduardo lembrava-se apenas da mãe dizendo que teve um paizinho muito querido, que morava em São Paulo, lá pelas bandas da Vila Maria, que ela amava muito e queria tanto ver.

Lembrava da mãe chorando todas as noites, falando baixinho para ele não acordar, da saudade do pai e da mãe tão amada, que morreu de uma doença nos pulmões, sem rever os parentes.

Dona Benedita, voltou de um dos cômodos trazendo uma toalha e algumas roupas usadas mas muito limpas, e foi falando para ele tomar um bom banho e se trocar, enquanto ela acabava o feijão. Sem saber muito o que fazer, Eduardo entrou naquele banheiro e tomou o banho mais gostoso da sua vida. Ele também nunca viu tanta água encardida sair de uma pessoa…

Aos poucos, aquela marca e aquela casca impregnada das ruas foram saindo. Junto iam as dores, as mágoas, e ele se pegou cantando. Quando saiu do banheiro, Dona Benedita ficou parada olhando para aquele rosto, os cabelos ligeiramente alourados, cheios de cachos…

Dona Benedita imediatamente lembrou-se da sua filha, que saíra de casa numa briga com o pai. Ela engravidara de um rapaz que não quis assumir a criança. Seu Vicente, homem das antigas, não soube entender a filha caçula, grávida e sem marido, e, num gesto impensado, a mandou embora. Os dois discutiram e moça falou que ela não era mais a sua filha. Ela saiu naquela noite de setembro e nunca mais deu notícias.

Aquilo foi demais para o velho pai, que, apesar do modo grosseiro de tratar os filhos, rude, acostumado somente ao trabalho, amava como louco a sua filha, e todos os dias, depois que ela partiu, saia às ruas atrás de notícias, de alguma pista que o levasse até ela. Arrependido, seu Vicente foi definhando, definhando e morreu 4 meses depois, sem nunca mais a ver.

E ali estava aquele rapazote, com o rosto parecido com o da filha. Mas, Dona Benedita voltou à realidade do feijão na mesa, e o mandou sentar. Quando o rapaz colocou a primeira garfada na boca, grossas lágrimas escorreram pelo seu rosto. Dona Benedita, percebendo a situação, perguntou:

Que foi filho? O feijão tá tão ruim assim que te fez chorar?

Eduardo sorriu timidamente e disse que não. Era apenas a lembrança da mãe que ele amava tanto…
Em silêncio eles comeram e, notando o apetite do rapaz, ela mesma o serviu mais duas vezes. Depois, ela passou um café; perguntou o seu nome; quis saber um pouco da sua história. Ele só falou o nome e saiu agradecendo a sua melhor refeição dos últimos tempos.

Meia hora depois, com roupas limpas, banho tomado e barriga forrada, Eduardo acabou descobrindo que já estava na Vila Maria e isso acendeu a sua esperança. Mas, quando a noite chegou, ele viu, pelas luzes que se acendiam, que aquele lugar era muito grande, e sem maiores detalhes do avô e da avó que nunca tinha visto, imaginou que seria impossível encontrar os parentes.

Enquanto isso, Dona Benedita, estava no seu quintal, observando a noite. Tem sido assim desde que a filha sumiu no mundo. Sempre olhando para o céu, ela sempre nota que uma estrela se destaca das outras, É para essa estrela que ela se dirige há muitos anos, como se fosse para a própria filha. Nessa noite, seu coração estava inquieto. Aquele rapaz na cozinha mexeu com ela. Ao olhar para a sua estrela favorita, notou que ela parecia girar, brilhando mais forte. Dona Benedita imediatamente reviu a imagem do Eduardo e ficou pensando…

No dia seguinte, Dona Benedita sai cedo, sem destino. Passou pelas ruas perguntando se alguém tinha visto um andarilho, descrevendo-o. Ela precisava tirar uma dúvida e não podia perder a chance.

Encontrou-o numa praça, sendo abordado por dois policiais, que o agarravam com ares de poucos amigos. Dona Benedita chamou-o pelo nome e, ao olhar para ela, os policiais o soltaram e perguntaram se ela o conhecia. Ela respondeu afirmativamente, o que fez com que o menino fosse liberado.

Assustado, Eduardo agradeceu pela gentileza e Dona Benedita o fez sentar no banco e contar a sua história. Conforme ele ia contando, a mulher percebia os pontos em comum com a história da sua filha: o tempo decorrido e a sua idade, os cabelos cacheados e aqueles olhos, que agora ela parecia ver como um espelho, que refletiam os olhos do seu amado marido. Quando ele falou o nome da sua mãe, Dona Benedita começou a chorar. Chorou tanto e abraçava tanto Eduardo que ele ficou com medo de ela morrer: “Mas, dona, o que foi que eu fiz?… Por favor, me fale… Pare de chorar.

Dona Benedita secou as lágrimas e contou a história da filha. Então, Eduardo percebeu que a sua busca tinha acabado. Ela acabou de encontrar a sua família e foi a vez de ele se entregar naquele colo e chorar.

O tempo passou…

Mais de 12 anos já se passaram desde aquele “reencontro”. Eduardo é arquiteto de muito prestígio na construtora onde trabalha. Casou-se e tem dois filhos e, mesmo podendo morar no seu elegante apartamento, preferiu ficar naquela casa que o abrigou, ao lado da sua avó, que sempre faz aquele feijão cheiroso que o conquistou.

Toda noite Dona Benedita ainda sai para o quintal, olha para o céu e fala com a filha, olhando para aquela mesma estrela, que agora, desde o dia em que Eduardo apareceu, tem outra estrela ao lado. Dona Benedita tem certeza que pai e filha se reencontraram no céu, no lugar onde o amor venceu e sempre vencerá.

E, se essa história te parece impossível, talvez seja por isso que você ainda sofra com algumas decepções e deixe de lutar pelos seus sonhos. Talvez você tenha esquecido de amar um pouco mais, de dar mais dois passos em direção à sua estrela e descobrir que, apesar da noite escura e chuvosa, ela jamais deixou de brilhar. (Transcrito)


Deus te abençoe.
Com carinho,
♥ Helena ♥

Enquanto eu Espero...


"Estou esperando
Eu estou esperando em Ti, Senhor
E eu estou esperançoso
Eu estou esperando em Ti, Senhor
Embora seja doloroso
Mas com paciência, eu vou esperar

Eu vou seguir a diante, corajoso e confiante
Dando cada passo em obediência

Enquanto eu espero
Vou servir a Ti
Enquanto eu espero
Vou adorar a Ti
Enquanto eu espero
Não vou enfraquecer
Eu vou correndo a corrida
Mesmo enquanto eu espero

Estou esperando
Eu estou esperando em Ti, Senhor
E estou em paz
Eu estou esperando em Ti, Senhor
Embora não seja fácil
Mas, fielmente eu vou esperar
Sim, eu vou esperar

Vou servir a Ti enquanto eu espero
Vou adorar a Ti enquanto eu espero
Vou servir a Ti enquanto eu espero
Vou adorar a Ti enquanto eu espero
Vou servir a Ti enquanto eu espero
Vou adorar a Ti enquanto eu espero por Ti, Senhor".

Senhor, este louvor, é a minha oração a Ti! Recebe-o e
responde-me conforme a Tua soberana vontade. Amém.

Com carinho,

♥ Helena ♥