terça-feira, 25 de maio de 2010

Ausência...

Inicio esta postagem pedindo desculpas, pela minha ausência que foi prolongada sem nenhuma intenção. Quero compartilhar com vocês que passei alguns dias, na verdade, um mês e meio na casa dos meus pais, pois o meu pai estava muito doente, e eu tive a oportunidade de ficar mais perto dele por 45 dias...

Foram dias difíceis, porque ele estava definhando cada vez mais, vitimado pelo Mal de Alzheimer..., doença maldita que rouba de nós a quem amamos tanto, de maneira lenta, progressiva e cruel, tirando-lhe as memórias de dias felizes, anos felizes..., deixando-nos impotentes ante a realidade dolorosa do avanço desse mal que dizima o melhor que temos - as recordações.

Eu via as dores que o meu pai enfrentava desde a minha última visita a alguns meses atrás..., mas dessa vez tudo estava enormemente agravado, desde a sua completa alienação até as feridas já abertas naquele corpo tão deformado, fragilizado, corpo antes tão forte e que transmitia segurança à nós, seus filhos...

Meu pai teve mais uma visita da sua médica, que prescreveu com urgência o internamento hospitalar, ela pediu isso levada pela grande preocupação pela incapacidade de eliminação da urina, ele já não urinava mais, mesmo usando uma sonda..., não somente uma sonda pra ajudá-lo a esvaziar sua bexiga, mas também uma outra diretamente no seu estômago, que o alimentava a quase um ano, não sei a linguagem técnica para isso, mas também não importa, o que importa mesmo é saber que aqueles dias que passei junto ao meu pai, junto com a minha mãe e irmã que cuidavam dele diuturnamente, foram a oportunidade que o Senhor Deus me deu para "conversar" com ele..., não sei se conversar seria a palavra certa, porque ele também já não falava mais, a não ser em raros momentos, geralmente de dor, em que se expressava através de sons emitidos pela sua garganta..., nada além disso; não se movia, não falava, sequer conseguia manter o olhar em direção à nós, seus filhos ou mesmo em direção a alguma visita, por mais querida que lhe fosse...

Mesmo assim, enquanto ele ainda estava em casa, cantei para ele, li a Palavra de Deus, nos meus momentos devocionais, fazendo com que ele participasse, de certa forma, mesmo somente como ouvinte, eu sabia, ou melhor, nós sabíamos que, apesar dele não poder mais falar, nem controlar a direção do seu próprio olhar, ele ouvia muito bem, entendia quase tudo que falávamos e as vezes, dependendo do assunto até se expressava com lágrimas..., meu querido pai.

Naquela manhã do dia 14 de maio, resolvemos obedecer ao que a médica prescrevia até em caráter de 'urgentíssimo', com a condição de que ele não seria submetido a nenhum tratamento invasivo, só queríamos o parecer dos médicos e depois decidiríamos se ele continuaria no hospital ou viria passar seus últimos dias em casa, era assim que nossa mãe queria e nós, seus filhos, sabendo que o caso dele era irreverssível, decidimos respeitar a sua decisão. Chamamos a UTI Residência e quando o médico o examinou, chamou-me à parte e perguntou-me se eu sabia da gravidade do quadro dele, e que eu deveria estar bem ciente de que, pelas condições dele, provavelmente ele não retornaria mais para casa..., eu respondi que sim, que todos nós já sabíamos dessa possibilidade, mas que não poderíamos deixá-lo sem assistência e sem conseguir eliminar a urina daquela forma, seria para nós como que uma última tentativa de ajudá-lo.

Quando chegamos ao hospital, ele foi encaminhado para internamento, onde foi medicado inicialmente com soro, mas não antes de algumas tentativas para localizar um acesso, pois o meu pai estava com inchaços em algumas partes do corpo, entre elas os braços e pés, e de uma forma geral mas menos perceptível, todo o corpo. Na noite desse mesmo dia, resolvi ficar com ele no hospital, minha filha veio me fazer companhia e ficamos conversando a noite inteira, eu não conseguia dormir; após alguns procedimentos como a aspiração que lhe fizeram pelo excesso de secreção que o incomodava muito, ele conseguiu dormir a noite toda, de forma que no dia seguinte fui para casa e falei isso para mamãe e para a minha irmã, para acalmá-las um pouco, elas tinham ficado muito tristes ao ver meu pai saindo de casa naquela maca, mesmo sabendo que eu o acompanharia até o hospital, as lágrimas molhavam o rosto delas duas e eu, tentando ser forte, mas se demorasse um pouco mais ali, eu certamente não conseguiria conter as minhas lágrimas também...

No dia 15, tudo parecia normal, ele enfrentava com força o desafio dos banhos diários, percebíamos que isso o debilitava ainda mais...
E foi assim, entre soros, e medicamentos que os dias foram se pasando, sempre com algum de seus filhos revesando a presença de dia e de noite naquele quarto de hospital..., por amor ao nosso pai.

Eu já estava com viagem marcada de volta à Vitória-ES, onde moro atualmente, viagem essa que foi adiada uma primeira vez, por eu não me sentir preparada para voltar, mediante o estado de saúde dele. E na manhã do dia 17, numa segunda-feira, a minha irmã que havia dormido lá, telefonou para nossa casa, pedindo a presença da outra irmã que mora com a minha mãe, para que ela fosse ficar o dia com papai, visto que ela precisava tomar um banho e trocar sua roupa, pois havia passado toda a noite e a tarde do dia anterior no hospital; como eu já havia preparado tudo para a viagem, resolvi ir para o hospital no lugar da minha irmã, no que ela concordou, porque naquela manhã ela não se sentia muito bem e como eu iria viajar na madrugada do dia 18, achei mais uima ótima oportunidade para ficar mais tempo com papai.

Quando cheguei no hospital, naquele apartamento de número 217, a equipe de banho estava acabando de dar o banho no meu pai, eu pude perceber a dificuldade que ele sentia em ser movido, mesmo cuidadosamente, de um lado para outro, e as feridas no quadril, no ombro e agora mais recentemente nas costas o faziam franzir a testa de tanta dor..., meu Deus como doía ver meu pai sofrer daquele jeito e sem poder fazer nada para minorar aquele sofrimento. Nada pude fazer para amenizar as dores daquele que em tantas oportunidades enfrentou chuvas e tantas outras dificuldades para aliviar a minha dor quando criança...

Após o banho, enquanto eu falava com ele, percebi seus lábios completamente pálidos e ele pressionando a boca de forma que não abria, a sua respiração estava difícil e alertamos à enfermeira, que imediatamente veio ao quarto jutnamente com a médica e mais outras pessoas da equipe de saúde..., não consigo lembrar quem era quem naquela hora..., só sei que em poucos segundos tinha mais ou menos umas dez pessoas naquele espaço, e foi decidido que iriam tentar encontrar uma vaga na UTI para ele, caso não conseguissem lá naquele hospital, eles tentariam em outros hospitais...

A minha irmã que tinha passado a tarde do dia anterior com o meu pai, acabou não saindo do hospital, ficamos as duas lá até saber mais notícias dele após ser transferido para a UTI.

Foi exatamente as 11:10h que meu pai entrou naquela UTI, e só conseguimos saber alguma coisa sobre ele horas depois..., e no horário da visita, entramos eu e minha irmã e ficamos o tempo todo com ele..., cantamos, oramos, conversamos, falei tanta coisa para ele, tanta coisa importante sobre Deus, perdão, amor familiar, amor de filhos, sobre o amor e a saudade que mamãe sente por ele, etc etc etc...

Quando entramos ele estava com olhos arregalados e chorando..., isso mesmo, chorando, dava pra ver as lágrimas sairem dos seus olhos..., e o que mais me chocou foi aquele "acesso central" na sua garganta, para poder medicá-lo, já que na hora do banho ele tinha perdido o acesso na mão e não conseguiram mais nenhuma outra forma de medicá-lo, a não ser através de um "acesso central" na sua veia jugular..., naquele momento me deu uma vontade enorme de chorar, gritar, tirá-lo dali e levá-lo pra casa, para junto de mamãe, pra ele sentir o calor e amor da nossa família..., mas, obedecendo ao conselho da psicóloga, especialmente para quem estava entrando numa UTI pela primeira vez, o que era o meu caso, eu engoli as lágrimas e conversei com ele normalmente, falei tudo aquilo que mencionei acima, e percebemos que ele entendia, pois parou de chorar, ou seja, as lágrimas deixaram de molhar sua face!!!

Logo o médico entrou e explicava que o caso dele não era para UTI, e por isso, ele ficaria sob observação por vinte e quatro horas, já que tinha entrado a poucas horas por insuficiência respiratória, o que não tinha se repetido desde que ele entrou ali, mas que no dia seguinte seria transferido de volta para o apartamento, o que nos deixou menos apreensivas. Era perceptível o semblante diferente de papai quando estávamos saindo no final da visita, ele estava com o rosto sereno, em paz e isso me deixou bem.

Ao me despedir do meu pai, eu lhe dei uma benção bíblica e minha última frase foi: "Sua benção, papai." E saimos, eu e minha irmã.

Ainda questionei a minha viagem, mas ela me tranquilizou dizendo que eu poderia retornar em paz, que no dia seguinte ele sairia de volta ao apartamento e que ficaria melhor, pois os filhos poderiam ficar mais perto, isso o ajudaria a se sentir bem; e nessa esperança e confiante nas palavars do médico da UTI, embarquei naquele vôo na madrugada do dia 18 de maio...

As 14:30h mais ou menos, eu recebia uma ligação de minha filha, me dando a notícia que eu não esperava agora: "Mamãe, Vovô Victor partiu."

A minha reação foi de angústia, não exatamente pela sua partida, pois a nossa oração era para que Deus aliviasse ou abreviasse tanto sofrimento, o meu acesso de choro foi por saber-me longe dele por tão pouco tempo, ou seja, exatamente dez horas depois de subir naquele avião, o meu pai partiu, não esperando sequer o horário da próxima visita...

Meu pai parou de sofrer, partiu atendendo ao 'vinde' do Senhor Jesus, sabemos e sentimos isso, mas a saudade dos momentos bons que vivemos e o exemplo de sua luta junto à minha mãe, para nos criar e para manter a família e os filhos de forma digna, ficou gravado em nós..., dos nove filhos, todos vivem, casados e com família constituída já... Papai o seu legado ficou, o sem exemplo nunca será esquecido e o senhor estará sempre vivo no nosso coração.

Meu pai partiu e foi sepultado junto aos seus pais na cidade de Solânea, interior da Paraíba, como era o seu desejo, manifestado anos atrás à minha mãe, no que foi atendido; teve presente todos os seus filhos (somente eu não estava fisicamente presente), noras, genros, netos e sua esposa que sempre teve por ele, e ele sabia disso, uma mor incondicional.

Adeus papai. Deus o abençoe e o receba no Seu santo Lar.

Sua filha: Leninha

quarta-feira, 24 de março de 2010

Arrependimento Precisa Produzir Frutos

O arrependimento é necessário para o perdão.

O arrependimento é exigido de todos (Atos 17:30).
O arrependimento é uma exigência para receber o batismo (Atos 2:38).
Qualquer um que não se arrepender perecerá (Lucas 13:3, 5).

O arrependimento exige que o pecador termine com qualquer ato pecaminoso.

A raiz da idéia é a mudança.
No Velho Testamento, os homens eram chamados a arrependerem-se e desviarem-se de todas as transgressões (Ezequiel 18:30).

No Novo Testamento, o arrependimento tinha que produzir frutos e realizar certas obras dignas de arrependimento (Mateus 3:8; Atos 26:20).

Aqueles que se arrependeram deixaram seus pecados (Atos 19:18-20). Aqueles que continuaram no pecado, por escolha, estavam se recusando a se arrependerem (Apocalipse 9:20-21).

Paulo achou surpreendente que alguém pudesse imaginar que poderia continuar sendo injusto e, ainda assim, ir para o céu.

"Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores, herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus" (1 Coríntios 6:9-11).

Uma pessoa perdoada não tem direito a continuar no pecado.

"Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante? De modo nenhum" (Romanos 6:1-2).

O perdão lava os pecados passados mas não dá licença para pecar no futuro. Veja 1 João 3.

Por tudo isso e muito mais, sei, por convicção bíblica e pessoal que o arrependimento só é possível caso haja o cessar de cometer o pecado pelo qual se arrepende, é simples: Se arrependeu, pára tudo e volta para a direção correta, que é a que estava antes de cometer tal pecado, seja ele qual for.

No momento em que a Palavra nos convence, sem dar espaço para argumentação, pois argumentar contra a Palavra de Deus seria, no mínimo, uma atitude tola, então devemos escolher entre: Obedecer a Palavra, independente do que achamos ou deixamos de achar sobre o referido assunto (pecado), ou simplesmente ignorar o alerta bíblico e seguir adiante, o que seria a pior escolha, pois traria muitos perigos fatais, considerando que estamos falando de ETERNIDADE.

A música da Pastora Fernanda Brum fala bem claro um pouco do que quero expressar aqui, um sincero e convicto arrependimento por um dia ter entristecido tanto o coração do meu Senhor e Pai, e consequentemente o coração daqueles a quem amo. Sinceramente, com coração contrito, compungido, reconhecendo os meus pecados, eu clamo publicamente:

Perdão Senhor... EU ME ARREPENDO..., EU ME ARREPENDO.



Por te manchado o Teu altar
Eu me arrependo
Envergonhado o Teu nome
Me arrependo
Por impedir o Teu fluir
E por negociar a Tua unção
Me sinto tão arrependido
Vem lavar os meus vestidos
Restaurar a minha honra de ser servo
E beijar Teus pés
Beijar Teus pés
Beijar...

Me arrependo
Me arrependo
Me arrependo
Me arrependo

Eu me arrependo
Me arrependo
Me arrependo
Me arrependo


Em Cristo,
Helena

terça-feira, 23 de março de 2010

Sonhei Com Você...

"Tinha algumas pessoas encostadas no muro que era metade tijolo e metade gradeado, de modo que dava acesso visual à porta, de onde saia aquele menininho, tinha acabado de acordar..., com rostinho tão triste, como a procurar alguém no meio daquela gente...


Ele ainda estava com roupinha de dormir e olhando, olhando..., procurando..., procurando...

Eu me aproximei, vencendo pouco a pouco toda aquela gente jovem encostada no muro da nossa casa e ficava entre eles, mas encostada no muro..., seus olhos encontravam os meus olhos..., naquele momento eu consegui ler tudo o que você pensava, numa sintonia tão fiel e verdadeira que não havia nenhuma dúvida.

Você me procurava e se perguntava: 'Cadê você, mamãe?! Eu sinto falta de quando você me acordava com beijos e me fazia, carinhosamente tomar o banho da manhã, o café já estava pronto, você colocava a mesa e me servia..., era tão bom..., sinto tanta falta de ouvir sua voz me despertando todas as manhãs. Por quê você não faz mais isso, mamãe? O que eu fiz pra que você ficasse longe tanto tempo? Fico meio disperso e meio sem direção quando acordo e não te vejo aqui dentro..., sinto falta dos seus carinhos ao me acordar..., sinto falta do cheiro do café da manhã que você praparava... Qual foi mesmo o motivo que te levou de perto de mim, mamãe?!'

Meu Deus, aquelas indagações emolduradas por aquele rostinho tão carente de mim, me fizeram sofrer, gemer, chorar um choro desesperado.


Você estava menino ainda, como quando tinha a minha presença diária com você...

E enconstada naquele muro que me separava de você, em meio àquelas pessoas, eu gritava no meu silêncio: 'Eu te amo meu filho..., eu sinto tanta saudade..., quero tanto cuidar de você de novo..., me deixa cuidar de você de novo meu filho...' Em meio a um choro angustiado, mas silencioso, eu sentia uma dor aguda, uma dor de saudade..., dor de quem sabe que ainda pode cuidar, que ainda pode ajudar, que ainda pode infinitamente amar..., mas que está sendo impedida por aquele muro, metade tijolo e metade grade..., espremida entre tantas pessoas...

Nossos olhares era a nossa comunicação..., você nenhuma palavra verbalizava, e eu também não, mas nós dois travávamos um diálogo cheio de emoção, trocávamos palavras de amor eterno, apenas com o olhar...., no seu olhar a tristeza de querer o que, por algum tempo. tinha perdido, e no meu olhar o pedido de perdão, incomparavelmente doloroso proque não seguia-se de um abraço, de um toque, de beijos no seu rosto..., eu estava a apenas alguns poucos metros de você, aquele menininho encostadao àquela porta, diante daquele muro do seu jardim, diante de muitas pessoas olhando, mas só conseguindo ver aquela mãe chorosa, arrependida, e com uma imensa vontade de te abraçar.... ai meu Deus, como isso doeu..., como sofri..., como chorei..."

Acordei! Foi apenas um sonho! Um sonho com Kalebinho, meu filho mais novo que voltava a ser criança e reclamava, mesmo sem falar, a minha ausência... Um sonho que me fez acordar com um aperto no peito, e lágrimas nos olhos."


""E o rei perguntou à mulher, e ela lho contou. Então o rei lhe deu um oficial, dizendo: Faze-lhe RESTITUIR tudo quanto era seu, e todas as rendas das terras desde o dia em que deixou a terra até agora." (II Reis 8:6)

Em Cristo,
Helena

segunda-feira, 22 de março de 2010

Eu Não Vou Desistir!


As vezes me pego pensando em quanta coisa que nunca deveria ter feito, acabei fazendo, e isso gera uma certa trsiteza no meu coração, primeiro pelo fato de que tais erros atingiram em cheio as pessoas que mais amo - minha família, e segundo porque acabei descobrindo que eu não conhecia como pensei conhecer ao meu Senhor, pois se O conhecesse como deveria, jamais teria feito qualquer coisa visando o meu próprio bem numa atitude tão egoísta.

O tempo passou, e o que eu deveria evitar e não evitei tornou-se um peso para a minha vida..., entao procurei me aproximar mais do meu Senhor, só não sabia como, apesar de parecer bem óbvio, porque somente pela Sua Palavra conseguimos conhece-lO realmente como Ele é! O pior é que eu não tinha forças para buscar a Deus na Sua Palavra; é difícil aceitar essa realidade, mas resolvi, entre outras coisas, "confrontar" os meus próprios erros para conseguir a cura através da confissão, do confronto direto e assim, receber do Senhor, definitivamente a cura para as culpas que sempre me seguiram e a plena liberdade para servi-lO.

Foi assim, de uma forma completamente inesperada que acabei vendo, na Palavra, que eu estava no caminho errado, com atitudes erradas, e que eu PRECISAVA tomar uma atitude quanto a isso, pois já me estava revelado os erros, e mesmo decorridos tantos anos desde o primeiro e mais grave deles, eu senti que AINDA TENHO OPÇÃO DE ESCOLHA! Glórias a Deus, pela Sua misericórdia e graça!!!

Eu poderia simplesmente ignorar o aviso de que errei e a oportunidade de consertar os erros, que me estão sendo dados, ou simplesmente me SUBMETER à Palavra de Deus e VOLTAR ATRÁS, numa atitude corajosa de arrependimento, com frutos de arrependimento. Sim, aprendi que o arrependimento requer frutos, aprendi também que o fruto do arrependimento é DEIXAR PARA TRÁS os erros cometidos, ou seja, desfazer literalmente os erros cometidos ou que estamos cometendo e voltar no caminho, exatamente ao ponto de onde erramos!

Deus é MARAVILHOSO, Ele sempre nos dá oportunidades de reconhecermos quando e onde erramos, e nos dá a opção de escolher que atitude tomar: Arrependimento (com frutos), ou ignorar a oportunidade ímpar de "acertar as contas com Ele", e podem imaginar que decisão eu resolvi tomar? Isso mesmo - decidi reeguer o meu "altar" ao Senhor!

Pois é, decidi aceitar a oportunidade de consertar os erros que me estão sendo mostrados, e agarrar com todo o meu coração a chance de fazer a coisa certa dessa vez.

Mas preciso dizer que não é uma decisão fácil e nem simples.

Quando resolvemos reconhecer e aceitar que erramos, ao ponto de querer consertar de verdade tais erros, estamos assumindo o risco iminente e sempre presente de "dar o rosto à tapa", "expondo-nos à críticas", e coisas semelhantes. Não, não é o caminho mais fácil, no entanto, por ser o único caminho correto, por ser o caminho de obediência à Palavra e consequentemente a Deus, é a única decisão que pode trazer paz ao nosso coração, e mesmo que não consigamos entender, uma vez tomada a decisão certa de SUBMISSÃO e OBEDIÊNCIA, uma alegria inexplicável e perene acaba fazendo morada no nosso coração, comprovando o que a Bíblia já nos assegura sobre a vontade de Deus para nós, dizendo que "ela é boa, agradável e perfeita", e exatamente por isso, eu digo que NÃO VOU DESISTIR, com a ajuda de Deus, através da Sua Palavra, EU NÃO DESISTIREI de acertar com Ele, e cnsequentemente, acertar com todos que amo.

Eu sempre costumo dizer que: "Difícil" não é sinônimo de "Impossível", assim sendo, não sendo impossível, pode ser feito, glórias a Deus por isso! Ah..., e ainda que fosse "Impossível" para mim, não o seria para o meu Deus!!! Sendo assim, resta-me dizer: VALE A PENA SER OBEDIENTE E SUBMISSO À PALAVRA DE DEUS, SEJA QUAL FOR AS CIRCUNSTÂNCIAS, VALE SEMPRE A PENA!

Costumamos criar valores próprios e nem sempre consilioados com a Palavra de Deus, usamos muito o nosso "achômetro" esquecendo-nos que a Palavra do Senhor sempre tem uma alternativa a nos apontar, e quando ignoramos a vontade do Senhor sobre assuntos relevantes e importantes demais para a nossa vida, acabamos errando cada vez mais, bsucando 'opiniões' outras, mesmo de pessoas que se dizem "de Deus", e dispensamos a Palavra, que é a nossa Bússola, e a quem devemos consultar sempre que estivermos em determinado ponto do caminho que não noa agrada, ou seja, que não agrada muito o nosso "eu" que muitas vezes continua reinando no trono do nosso coração em vez do Senhor Jesus Cristo. Dizer que somos cristãos é a coisa mais fácil que existe, mas SER CRISTÃO de VERDADE não é nada fácil, significa abrir mão do que achamos e pensamos e nos submetemos a direção do Senhor através da Sua Palavra.

O vídeo abaixo fala muito bem o que sinto em relação a não desistir. Ouça-o!




Deus te abençoe!

Em Cristo,
Helena


sábado, 20 de março de 2010

Conversando um Pouco


As vezes não sei exatamente o que escrever neste espaço, que foi criado com o objetivo único de declarar publicamente o meu amor infinito pelos filhos maravilhosos que o Senhor deus me entregou para cuidar, pois eles são heranças do Senhor, entregues e confiados a nós para que cuidássemos da melhor forma possível.

Acabei colocando coisas que acho interessantes, e que, de alguma forma tem ligação com o nosso relacionamento, sabe? mas hoje, vendo novamente este espaço, resolvi escrever o que me vai na alma...

Sou tão rata ao Senhor, por ter-me confiado uma herança tão especial e única! Sei que falhei numa parte do caminho, sei que fiz coisas que não deveria ter feito, mas hoje Deus tem tido misericórdia da minha vida e da vida deles e tem-me feito ver que nem tudo está perdido, e que Ele já me perdoou e está me dando nova chance. Obrigada Pai!

Estamos geograficamente e fisicamente distantes neste momento, e assim ficamos por longos quase 24 meses..., entre encontros periódicos para matar saudades..., mas agora Deus já tem providenciado, na Sua imensa misericórdia e poder, o nosso reencontro definitivo!!! Isso não é maravilhoso?!!! Bom, considerando que jamais fiquei nem sequer um dia longe dos meus filhos..., vale dizer que isso é um MILAGRE de amor!!!

Perceberam como tenho muito a agradecer ao Senhor Deus?!
Bem sei que Ele sabe todas as coisas e que, provavelmente esse tempo de distãncia foi de aprendizado, pois em tudo e em todas as coisas, boa ou ruins sempre aprendemos lições preciosas e lhes asseguro, sem nenhuma sombra de dúvidas de que eu tenho aprendido coisas que jamais esquecerei, lições para serem partilhadas e nunca guardadas como segredo; certamnte alguém acabará assimilando tais lições de vida.

Por enquanto é só..., acabarei me sentindo a vontade para contar um pouco mais dessa história linda de amor eterno entre eu e meus filhos - minha família abençoada!

Com carinho fraterno,

♥ Helena ♥